ARON FELDMAN

Nasceu em Quatro Irmãos, RS, em 15 de Dezembro de 1919. Aos 15 anos mudou-se para Bauru, interior de São Paulo, quando começa a interessar-se por cinema e fotografia. Durante vários anos fez pesquisas e experiências nesses dois setores, como autodidata. Em 1951, funda, com alguns colegas, o Foto-Cineclube de Bauru, sendo seu incentivador e presidente até 1958. Durante sua gestão como presidente, realizou salões de arte fotográfica, tendo sido o primeiro fotógrafo de arte a participar de uma mostra na Índia e na Cuba socialista, também concorrendo em outros países como Argentina, Austrália, Alemanha, Chile, Espanha, Hungria, Romênia, etc. No final dos anos 50 faz suas primeiras experiências no cinema em filmes mudos. Em 1957 realiza seu primeiro curta, ‘Pinceladas’, em 16mm, mudo, utilizando familiares como atores, prática comum em seus filmes posteriores. Em janeiro de 1959 mudou-se para Santo André, cidade localizada no Grande ABC de São Paulo. A partir de então deu preferência ao cinema, contando com a colaboração de seu filho Cláudio, tanto como roteirista, como ator. Depois de dirigir vários filmes mudos como ‘Insônia’ (1958), ‘Strip-Tease’ (1962), ‘Encanto de Morfeu’ (1963), em 1966, sob influência do Cinema Novo, dirige seu primeiro filme sonoro, ‘Casqueiro’, sobre crianças vendedoras às margens da Via Anchieta, premiado no Festival de Cinema de Fortaleza e em Hiroshima, Japão, além de ser distribuído em universidades americanas. Seu trabalho como cineasta começa a ser melhor observado a partir de 1968 com o média metragem ‘A Febre Nossa de Cada Dia’, que foi exibido no Festival JB/Mesbla, chamando atenção de críticos como Ely Azevedo. Em 1972 produz e dirige seu primeiro longa-metragem, em preto & branco, ‘O Mundo de Anônimo Jr’, que teve seu certificado de exibição negado pelo INC – Instituto Nacional de Cinema, o que impediu sua exibição nos cinemas, ficando restrito apenas a cineclubes e cinematecas, exibições muitas vezes clandestinas. Por esse fato, Aron assume inúmeros problemas financeiros, voltando a filmar somente em 1976, com o documentário ‘Mangue x Metrô’, que acompanha a desocupação da região do Mangue carioca para a construção do metrô. Entre 1984 e 1987 dirige três filmes em Super-8, ‘Mariana, Paraná e Greve’ (1984), ‘Vou Ser Ladrão’ (1985) e ‘Finito ou Infinito’ (1987). Em 1985 muda-se para Belo Horizonte. Seu primeiro filme em território mineiro foi ‘Vou Ser Ladrão’, documentário sobre meninos de rua de Belo Horizonte. Torna-se muito amigo do cineasta Fábio Carvalho, que dirige, em sua homenagem, o documentário ‘O Mundo de Aron Feldman’ (1988), sobre sua vida e obra. A partir de 1988 Aron adere ao formado VHS em todos seus filmes seguintes, como em ‘A Odisseia de um Cadáver’ (1988) e ‘Estranhas Criaturas’ (1990). Em 1991, por problemas de saúde, retorna a Santo André. Seu último filme foi ‘Afogados’ (1992), premiado no Japão. Morre em 20 de Junho de 1993, aos 75 anos de idade. Nesse mesmo ano a artista plástica Ida Feldman, sua filha, realiza o documentário ‘Intimidades de Aron Feldman’. Sobre Aron, Ida declarou: ‘Aron Feldman é o exemplo do siga sua vontade, vá atrás do que você sonha. Viva essa coisa do poder de comunicação que é tão presente atualmente. Se você não pode com um monte de gente, faça você mesmo. E aproveite todos os dias’.

 

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